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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Minhas Mães e Meu Pai

A partir da semana que vem começo o "TCR Awards", segunda edição nesse formato e terceira em lista de filmes. A lista já está pronta, mas aguardarei mais alguns dias caso veja filmes que mereçam entrar nela. Agora vamos à review:



Um dos filmes "indies" favoritos dessa temporada, "Minhas Mães e Meu Pai" segue, digamos, uma fórmula clássica para um filme ser considerado mesmo independente, além do baixo orçamento: força no roteiro e em suas atuações. Geralmente o diretor, no caso diretora (Lisa Cholodenko) não se destaca muito, obviamente não tem cenas grandiosas, mas é compensado pela emoção, pelas atuações sempre muito críveis e este exemplar não fica atrás.

Ao contar uma história de um casal de lésbicas que possui dois filhos e estes decidem conhecer o doador de espermas que os geraram, o filme poderia cair em um lugar comum. Não pense que o excelente roteiro de Cholodenko e Stuart Blumberg não é clichê, pois em vários aspectos é sim, mas nada que comprometa o toque pessoal que o filme tem, em diálogos e construção dos personagens bem interessantes. Aliás esses personagens que fazem o filme ser tão agradável, graças, claro, a um elenco muito bem selecionado.

Annette Bening e Julianne Moore interpretam o casal, Mark Ruffalo o "pai" e Mia Wasikowska e Josh Hutcherson os filhos. O trio adulto está impecável, são atuações críveis, realistas, que te colocam dentro da história de verdade, mas para mim Annette Bening consegue subir um pouco mais alto. Talvez por ter me identificado mais com sua personalidade consegui sentir toda sua angústia e emoções por qual passava, impecável.

"Minhas Mães e Meu Pai" é um ótimo indie que deve agradar a grande maioria do público além de entregar performances dignas dos prêmios que estão chegando. Recomendo.


Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right, 2010)

Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska e Josh Hutcherson.
Extra: Custou US$4 milhões. Indicado a 4 Globos de Ouro 2011 (Melhor Filme Musical/Comédia, Melhor Roteiro e Melhor Atriz em Comédia/Musical para Bening e Moore)


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Rapidinhas

Zona Verde (Green Zone, Paul Greengrass, 2010)

Um filme muito esperado por trazer a dupla "Bourne", Matt Damon e Paul Greengrass. O filme é um bom suspense de ação, com uma edição ágil, bom som - algo sempre eficiente nos filmes de Greengrass - e um enredo interessante.





Kick Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass, Matthew Vaughn, 2010)

É um filme com uma idéia bastante interessante, com cenas de ação muito bem dirigidas, atores carismáticos - Christopher Mintz-Plasse (o eterno McLovin) continua tendo um ótimo timing para comédia e a jovem Chloe Moretz rouba as cenas como Hit Girl. Além de finalmente Nicolas Cage fazer um papel minimamente interessante.





A Origem (Inception, Christopher Nolan, 2010)

Um filme muito aguardado, sendo o primeiro de Nolan após o mega sucesso de "O Cavaleiro das Trevas", o filme também escrito por ele não decepciona trazendo um conceito completamente novo de fazer filmes-pipoca com uma qualidade impecável. Direção genial, elenco muito bem escalado, um roteiro que te prende - muito ajudado por uma edição que beira a perfeição - e efeitos especiais que são aplicados de maneira exemplar na medida certa. O filme não decepciona.


sábado, 31 de julho de 2010

Os Suspeitos

Há um tempo tinha curiosidade de ver o filme que lançou Bryan Singer de verdade em Hollywood, ainda mais que este aparecia em várias listas como um ótimo filme de suspense, enfim...

O longa conta a história de cinco conhecidos criminosos que são presos pela polícia após o roubo de um caminhão cheio de armas, aparentemente sem motivo para justamente aqueles cinco terem sido escolhidos, o encontro acaba levando-os a uma situação muito maior e com grandes consequências.

O roteiro vencedor do Oscar de McQuarrie é muito bom, com ótimas falas, uma linha de pensamento muito bem construída, com tensão, reviravolta, bons personagens, sem cair no clichê, tudo isso claro, com a mão do diretor que mantém o filme linear, retirando bem o que precisa de seus atores, bons ângulos de câmera - que graças a ótima fotografia deixa o clima muito melhor construído.

O elenco foi bem escalado, Spacey é um ator muito linear, que no, provavelmente, papel mais difícil do filme convence completamente, Byrne é um ótimo ator e mostra seu lado mais sombrio que não conhecia antes - só o via antes na série "In Treatment", em que faz um psicólogo. O resto do elenco de apoio ajuda de forma eficaz e, sinceramente, nem reconheci Del Toro magrinho daquele jeito.

O tão comentado final é, sem dúvida, bem feito, mas não me choquei tanto assim. Muitos podem achar que é só pra não mostrar a surpresa, ou algo do tipo, mas acho que depois de tanto tempo do filme ser lançado já devo ter visto coisas semelhantes, provavelmente inspirados nele. É um ótimo thriller, vale a pena ser conferido, mas mostra bem o estilo de Singer, filmes competentes, que valem o ingresso.


Os Suspeitos (The Usual Suspects, 1995)

Direção: Bryan Singer
Roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Gabriel Byrne, Stephen Baldwin, Benicio Del Toro, Kevin Spacey, Kevin Pollak, Chazz Palminteri
Extra: Vencedor de dois Oscar: ator coadjuvante (Kevin Spacey) e roteiro original. Custou US$6 milhões. 106 minutos.