quarta-feira, 5 de outubro de 2011

De Volta à TV: Dexter, Fringe e The Big C

Eis que a Fall Season começou. Claro que aqui não irei abordar todas as séries novas ou as voltas das minhas favoritas, mas três em particular me instigaram a escrever sobre seus episódios de estreia.

Antes, menção honrosa ao premiere de Raising Hope, Community e The Good Wife que foram sensacionais e muito, muito promissores. Espero que não decepcionem como The Big Bang Theory e House, que só o Mestre dos Magos sabe porque ainda vejo. How I Met Your Mother voltou prometendo ser aquela maravilha que conhecemos e Modern Family parece mais consistente que a temporada anterior.

Das séries novas, Person of Interest parece a melhor, de muito longe. Falta conferir Pan Am.


Agora, a primeira que gostaria de falar sobre: o season premiere da quarta temporada de Fringe. A série, que por algum motivo não consegue grandes níveis de audiência nos EUA é a melhor coisa da telinha de ficção científica. E mais que isso, é um suspense empolgante que sempre podemos esperar algo de novo e incrível. No melhor sentido possível. Essa temporada promete juntar pedaços, conectar mundos e colocar ainda mais dúvidas em nossas cabeças. Anna Torv está chutando todas as bundas magrelas da TV e mostrando que é muito, muito mais do que um rosto lindo - aliás, quando ela tava possuída pelo Belly já tinha provado o talento. Espero que mantenha o ótimo nível e que os estúpidos EUA melhorem a audiência.


A segunda é Dexter. Esta vem em crise de altos e baixos. Uma terceiro temporada que não empolgou, uma quarta que melhorou e teve no final seu ápice e uma quinta muito abaixo do que nos acostumamos a ver. Essa sexta temporada começou de forma bem mais interessante e se seguir o caminho que imagino, tem tudo pra voltar aos eixos e ser uma puta série. O tema religioso cai como uma luva ao personagem e seu momento e a todo o contexto da série em si. Subtramas interessantes e um plot central controverso podem alavancar Dexter de volta ao topo.


Por último e não menos importante a season finale de The Big C. Sim, todos sabíamos porque Lee entrou na série, sim sabíamos que seria difícil superar toda aquela carga emocional da temporada de estreia, mas também sabemos que Laura Linney é um atriz do cacete e nunca podemos subestimá-la. A série foi bem mais devagar que a anterior, mas construiu laços não só com os personagens, mas conosco, passamos a viver a vida de Cathy, torcer por tudo e ficarmos cada vez mais próximos. E em seus dois últimos episódios The Big C fez o que The Big C faz de melhor: nos fazer chorar copiosamente sem forçar a barra. Emociona de forma sutil, e mesmo que previsível, a atuação precisa do elenco faz com que tudo faça sentido e que podemos ver a vida em momentos cruéis demais. Série já renovada para a 3ª temporada e torço para que os criadores saibam a hora de finalizá-la. Por enquanto, Cathy e o Big C continuam afiados em nos fazer chorar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sexo Sem Compromisso X Amizade Colorida

Esses dois filmes do título são lançamentos recentes e com a mesma temática: amigos que estão desgostosos com o amor, decidem fazer sexo sem toda aquela enrolação de um relacionamento, apenas para aproveitar o prazer da coisa sem a parte chata de um namoro e sem risco de levar um pé na bunda

"No Strings Attached" traz Ashton Kutcher - nos holofotes pela entrada na série "Two and a Half Men" no lugar de Charlie Sheen - e Natalie Portman, vencedora do Oscar 2011 por "Cisne Negro". No mínimo interessante só por vermos Natalie Portman em um papel leve e sendo sexy como sabe. Mas a química entre o casal deixa a desejar, o filme cai demais na mesmice não apresenta absolutamente nada de novo e tenta apostar tudo na beleza de seus protagonistas, os coadjuvantes tentam dar aquele alívio cômico, mas não convence. Pena que um diretor experiente como Ivan Reitman não entrega nada de novo. Mas ainda assim se você estiver de bom humor o filme vale por Natalie Portman, mas tente não gastar muito dinheiro assistindo.

E quanto a "Friends With Benefits" - reparem que até os títulos originais revelam o quão parecidos são - que chegou alguns meses depois tem como casal principal Justin Timberlake - cada vez mais ator que cantor, e até que talentoso - e a outra mulher linda de "Cisne Negro": Mila Kunis. Bom, nessa "disputa" Kunis leva a melhor. "Amizade Colorida" consegue ser bem mais despretensioso do que o anterior, a química entre os protagonistas é ótima - sim, aqui o diretor Will Gluck também aproveita a beleza física do casal, mas seria difícil não fazê-lo, porque né... Gluck é responsável por outro filme que tem a temática batida e que amei: A Mentira (Easy A). O filme é bem mais engraçado, leve, sexy, só peca com o draminha na metade final - que também existe no outro filme, mas estilos de draminhas diferentes.

Se você não tá afim de ver dois filmes muito parecidos, aconselho "Amizade Colorida", mas se não tiver muito o que fazer e talz com aquela minita ao lado, veja os dois, quem sabe não tira umas boas ideias daí né...



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TCR TV Awards

De uns anos pra cá comecei a ver um número considerável de séries - 24 segundo o Oragotag - e como o Emmy é neste domingo (18) resolvi fazer pela primeira vez o prêmio do blog pra categoria. Bom deixar claro que não vejo "Mad Men" :p

DRAMA
Melhor Série
The Good Wife

Melhor Ator
Steve Buscemi, por "Boardwalk Empire"

Melhor Atriz
Julianna Magulies, por "The Good Wife"

Melhor Ator Coadjuvante
Peter Dinklage, por "Game of Thrones"

Melhor Atriz Coadjuvante
Archie Panjabi, por "The Good Wife"


COMÉDIA
Melhor Série
Community

Melhor Ator
Louis C.K., por "Louie"

Melhor Atriz
Laura Linney, por "The Big C"

Melhor Ator Coadjuvante
Eric Stonestreet, por "Modern Family"

Melhor Atriz Coadjuvante
Jane Lynch, por "Glee"


Melhor Minissérie ou Telefilme
"Mildred Pierce"


Menção honrosa: "Friday Night Lights" que terminou com uma das cenas mais bonitas do ano, um elenco afinadíssimo e uma série teen que sabia emocionar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Filmes de Março





Filme do Mês: "Cantando na Chuva" (Singin in the Rain, 1952)

sábado, 12 de março de 2011

Mary e Max - Uma Amizade Diferente

Nos últimos anos venho ouvindo bastante os cinéfilos em geral falando de "animações de gente grande", no sentido de que tal filme, apesar de ser uma animação - e imediatamente direcionada a um público infantil, atinge os "adultos" de forma muito mais intensa. "Wall-E" com todas suas referências cinematográficas, "Ratatouille" e toda sua sutileza. Mas acho que, num período recente, nenhum se encaixa melhor na definição de "animação pra gente grande" do que "Mary e Max".

O filme conta a história de Mary, uma menininha que mora na Austrália, sem amigos, com pais relapsos e insatisfeita com a própria aparência física que começa a se corresponder com Max, um adulto morador de Nova York, EUA. Também sem amigos, vários vícios e diagnosticado com síndrome de Asperger, que seria uma espécie de autismo, onde a pessoa tem dificuldades em entender metáforas, acredita em tudo literalmente.

O subtítulo escolhido no Brasil não poderia ser mais apropriado, "uma amizade diferente" pode definir bem a relação de Mary e Max. Mas Adam Elliot, diretor e roteirista do filme, consegue transformar toda essa diferença em algo tão natural, algo que é óbvio, que complementa os dois. Transforma simples cartas em depoimentos emocionados, que tocam tão fundo seu coração que é bem difícil se dar conta de que tais palavras estão saindo de personagens feitos em stop-motion.

Acho que um filme te conquista de verdade quando você começa a escrever sobre ele, e conforme vai lembrando seus olhos enchem-se de lágrimas novamente. E isto não é um feito fácil, o que dá ainda mais destaque ao que Elliot faz com toda a equipe que monta um filme que extrapola qualquer tipo de definição, de rótulo: "Mary e Max" é um filme genial e ponto.




Mary e Max - Uma Amizade Diferente (Mary and Max)

Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Elenco: vozes de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman e Eric Bana